andava pelas ruas com seu ar de superioridade e inferioridade. era feito de dois extremos. tinha a vontade de dominar o mundo, mas sabia que não o podia. olhava a cidade do alto e se perguntava o porque de não dominar o mundo. queria dominar tudo, inclusive o pensamento dos outros. não só os pensamentos, mas os sentimentos também. como poderia dominar os outros se nem a si mesmo o conseguia. amava desencontradamente o que não podia. mentia sem querer. era infiel sem querer. escravo do corpo, da carne e do dinheiro. não ligava mais à família, ao emprego. era escravo do monstro da própria ambição que o fizera . se culpava por tudo, mesmo querendo. se achava um rei, capaz de tudo. ele queria, ele fazia. hoje, ele já viu que realmente a "piada" chamada destino tinha batido em sua porta, pregado-lhe uma peça e matado um pouco dele mesmo. a única pergunta que pairava em sua mente era. o porque de tudo ter mudado desde o inicio. ele não aceitava que seu plano falhara, que tinha sido enganado por ela, e que agora nada mais restava. um homem rico e comum. beirando os 60 anos, enganado pela mulher, pelas filhas, pelas amantes, pelos sócios e amigos. antes em hotéis em Dubai, no Caribe, em Paris, na Itália. hoje passa com migalhas da filha adotiva por quem sempre teve um carinho e nunca soube, numa simples casinha na zona oeste de São Paulo. e ele ainda acha, que podia dominar o mundo e não sabe como o fez. e ele aprendeu, quase no fim da sua história. as pessoas devem controlar os próprios sentimentos pra depois querer controlar os dos outros e se achar dono de tudo.
PRÓLOGO DE ' O HOMEM QUE ACHAVA ERA REI ' 2008/2009
ao som de: era - divano
Nenhum comentário:
Postar um comentário